Sinto saudades dos dias
quentes de domingo
da pouca roupa
do tempo de sobra.
Sinto a falta do
tamborilar dos seus dedos
do seu ritmo louco
da nossa polka.
Sinto a tristeza dos
dias que se foram
e que não voltam mais.
Sinto o peso de todas as
flores, partidas, sem pétalas
que deixei para trás.
sexta-feira, 15 de abril de 2011
domingo, 13 de fevereiro de 2011
Valsa para os amores perdios
Todos os erros cometidos
Todo o leite derramado
Todas as falhas do passado
Que aqui cometi
Aqui pagarei
E apagarei as juras de amor
Rasurarei as lembranças sem cor
Esquecerei o que foi sonhado
Pois o que então cometi
Agora será julgado
Subjugarei aquilo que bate
Em meu peito inquieto
À razão que resvala de
Minha língua ferina
Pois o que foi feito
Não chegou sequer perto
Do que declaravam
Minhas doces rimas
Quem quiser alcançar-me então
Cruzará os mares de minha indiferença
Conquistará a terra, dominará os ares
Para ser alguém ante minha ausência
Não espero milagres
Não aguardo mudança
Sou uma nubente desenganada
Desenhando uma valsa cadenciada
Sua primeira – e última – dança.
Todo o leite derramado
Todas as falhas do passado
Que aqui cometi
Aqui pagarei
E apagarei as juras de amor
Rasurarei as lembranças sem cor
Esquecerei o que foi sonhado
Pois o que então cometi
Agora será julgado
Subjugarei aquilo que bate
Em meu peito inquieto
À razão que resvala de
Minha língua ferina
Pois o que foi feito
Não chegou sequer perto
Do que declaravam
Minhas doces rimas
Quem quiser alcançar-me então
Cruzará os mares de minha indiferença
Conquistará a terra, dominará os ares
Para ser alguém ante minha ausência
Não espero milagres
Não aguardo mudança
Sou uma nubente desenganada
Desenhando uma valsa cadenciada
Sua primeira – e última – dança.
quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011
Contagious
I was told something
About me is contagious
And I was just there
Parading in my green dress...
I laughed butterflies
Out loud
Out of joy
I ran and skipped
While you just watched me
Flabbergasted
with my inner happiness.
You saw me walking
Through the room
And told yourself
I was a beautiful
Then you told me
With the most silly words
‘You mustn’t be true’
And I stood there
Parading
For you
For hours
Feeling you turning pink
A day that was blue.
About me is contagious
And I was just there
Parading in my green dress...
I laughed butterflies
Out loud
Out of joy
I ran and skipped
While you just watched me
Flabbergasted
with my inner happiness.
You saw me walking
Through the room
And told yourself
I was a beautiful
Then you told me
With the most silly words
‘You mustn’t be true’
And I stood there
Parading
For you
For hours
Feeling you turning pink
A day that was blue.
terça-feira, 8 de fevereiro de 2011
A dúvida
A dúvida que mata e que dói
e que o peito contorce
me deixa indecisa
mas meu bem, não me force
pois não sei o que dizer.
Vem, me tire essa dúvida
cuja imagem me alarma
e que confunde a minha mente
me enfraquece e desarma
que não sei responder.
Me ajude, se afaste
observe o desgaste
que você causa em mim.
Nosso amor é uma flor
sem folhas, sem haste
que iniciou no seu fim.
e que o peito contorce
me deixa indecisa
mas meu bem, não me force
pois não sei o que dizer.
Vem, me tire essa dúvida
cuja imagem me alarma
e que confunde a minha mente
me enfraquece e desarma
que não sei responder.
Me ajude, se afaste
observe o desgaste
que você causa em mim.
Nosso amor é uma flor
sem folhas, sem haste
que iniciou no seu fim.
Antes do amanhecer
Depois de todos os sonhos perdidos
vem o aviso da aurora
clarear pensamentos
deixar que passe o tempo
fazer que corram as horas.
A demora que trouxe ilusão
veio, mas foi-se embora
O tempo trouxe uma visão
impossível antes de agora –
a dos olhos da imparcialidade.
Enxergam-se, então, os defeitos
o perfeito enche-se de inverdades
Apenas depois da aurora
o sonho dá lugar à realidade.
vem o aviso da aurora
clarear pensamentos
deixar que passe o tempo
fazer que corram as horas.
A demora que trouxe ilusão
veio, mas foi-se embora
O tempo trouxe uma visão
impossível antes de agora –
a dos olhos da imparcialidade.
Enxergam-se, então, os defeitos
o perfeito enche-se de inverdades
Apenas depois da aurora
o sonho dá lugar à realidade.
terça-feira, 19 de outubro de 2010
Meninos e poetas
Não quero os que amam como poetas
Quero os que amam como meninos.
Afaste de mim os que incendeiam as estrelas
e os que atravessam oceanos
Pois quero apenas os que seguram a minha mão
sem juramentos de amor
sem promessas de terra, céu ou inferno
Quero os que me digam não,
não vá
Quero primavera ao invés de inverno
Quero os bons tempos, bons ventos,
e bons momentos, quem sabe
Quero o doce dos lábios jovens
e também o amargo dos corações partidos
Não quero o romance dos românticos
Tampouco o cântico dos cânticos
Quero um sussurro ao pé do ouvido
Quero perder o rumo sem sair da linha reta
Quero meninos que me amem como menina
Não quero imortais que me amem como poeta.
Quero os que amam como meninos.
Afaste de mim os que incendeiam as estrelas
e os que atravessam oceanos
Pois quero apenas os que seguram a minha mão
sem juramentos de amor
sem promessas de terra, céu ou inferno
Quero os que me digam não,
não vá
Quero primavera ao invés de inverno
Quero os bons tempos, bons ventos,
e bons momentos, quem sabe
Quero o doce dos lábios jovens
e também o amargo dos corações partidos
Não quero o romance dos românticos
Tampouco o cântico dos cânticos
Quero um sussurro ao pé do ouvido
Quero perder o rumo sem sair da linha reta
Quero meninos que me amem como menina
Não quero imortais que me amem como poeta.
O impronunciável
Meu olhar calado
abriu uma brecha
entre o espaço e o tempo.
E assim foi lento e
profundo o meu suspiro,
e distante foi
o eco das palavras
que não foram ditas.
Você pôs para trás
uma mecha do meu cabelo
e me fitou por um instante -
o silêncio abria
um abismo entre nós.
E estávamos sós,
você ao meu lado
calado, ainda,
ouvindo o vento.
Estávamos lentos...
Lentamente seguindo
o caminho para a distância.
Mas você então
segurou minha mão,
deu um breve sorriso e
tomou o caminho de volta.
E foi assim que todas
as palavras guardadas
e toda a ânsia desse gesto
se abateram sobre mim.
abriu uma brecha
entre o espaço e o tempo.
E assim foi lento e
profundo o meu suspiro,
e distante foi
o eco das palavras
que não foram ditas.
Você pôs para trás
uma mecha do meu cabelo
e me fitou por um instante -
o silêncio abria
um abismo entre nós.
E estávamos sós,
você ao meu lado
calado, ainda,
ouvindo o vento.
Estávamos lentos...
Lentamente seguindo
o caminho para a distância.
Mas você então
segurou minha mão,
deu um breve sorriso e
tomou o caminho de volta.
E foi assim que todas
as palavras guardadas
e toda a ânsia desse gesto
se abateram sobre mim.
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